FTG – Formação Técnica Geral

Presidência da República / Secretaria ­Geral / Secretaria Nacional de Juventude / Coordenação Nacional do ProJovem

Qualificação Profissional: Formação Técnica Geral e Arco Ocupacional Sugestões para Otimizar a  Implementação

 

1. A Qualificação Profissional no ProJovem

A  qualificação  profissional  no  ProJovem  (350  horas),  dimensão  voltada  para  a  orientação profissional  e  preparação  para  o  trabalho,  consiste  na  formação  inicial  dos  jovens  e  está estruturada em três momentos:

a) Formação Técnica Geral (150 horas) – FTG: etapa comum a todos os arcos ocupacionais que  compreende  um  conjunto  de  conhecimentos  que    podem  ser    utilizados  em  qualquer tipo  de  trabalho  ou  servir  de    referência  para  diferentes  atividades.  Aborda,  dentre  outros, temas  como  planejamento,  programação,  avaliação  e  controle,  importantes  na  organização  do trabalho e da produção. A FTG, desenvolvida nos primeiros 06 meses do curso, ocorre nas Unidades Formativas – UF I e II, cada uma, com 75 horas distribuídas em 6 horas semanais durante 12,5 semanas, aproximadamente, 03 meses;

b)  Arco  Ocupacional  (200  horas)  –  AO:  etapa  de  preparação  específica  em  cada  arco ocupacional, possibilitando a formação inicial em 04(quatro) ocupações. Trata­se, assim, de uma qualificação em nível de formação inicial para o trabalho em cada uma das ocupações que compõem o arco. Não existe uma carga horária, dentro do arco, estabelecida ou pré­fixada para cada ocupação. A coordenação pedagógica e de qualificação com os educadores poderão fazer este  dimensionamento,  à  luz  do  material  didático  do  respectivo  arco.  O  AO  desenvolvido  nos últimos 06 meses, ocorre nas Unidades Formativas – UF III e IV, cada uma, com  100 horas distribuídas em 8 horas  semanais  durante 12,5 semanas, aproximadamente, 03 meses;

c) Projeto de Orientação Profissional – POP: atividade que perpassa, de forma integrada, os dois  momentos  anteriores.  Compreende  uma  seqüência  de  reflexões,  pesquisas,  escolhas  e registros que compõem o passo a passo da trajetória de qualificação para o trabalho do aluno.

2. A definição e escolha do Arco Ocupacional pelo Município

O  município  define  e  escolhe  04  (quatro)  arcos  ocupacionais  disponibilizados  pelo ProJovem,  em  consonância  com  as  políticas  públicas  estabelecidas  no  seu  plano  de desenvolvimento  sócio­econômico  local,  analisando  aspectos  atuais  e  prospectivos,  o  cenário  e tendências do mundo do trabalho, a vocação e situação ocupacional, os investimentos previstos, as demandas por serviços públicos e outras demandas sociais. A  coordenação  municipal,  em  articulação  com  a  estação  juventude  e  educadores  do núcleo, deverá promover, junto ao alunado do  Projovem,  um processo de divulgação dos arcos selecionados procurando demonstrar, com dados e informações, as potencialidades e perspectivas de possibilidades empreendedoras de cada arco. Após esse trabalho, poderá ser  realizada uma  sondagem  junto aos  alunos para que a oferta  dos arcos  esteja  ajustada   aos interesses e escolhas dos alunos. O aluno receberá qualificação em, apenas, 01 arco que, no entanto, lhe possibilitará a formação inicial em 04 ocupações.

3. A Contratação e a Formação dos Educadores

A contratação dos educadores da qualificação profissional, bem como dos demais educadores, é realizada  pela  Prefeitura  Municipal  ou  por  instituição  por  essa  contratada  para  tal  finalidade. Todos  os  educadores,  inclusive  os  da  qualificação  profissional  são  remunerados  com recursos  oriundos  do  convênio  celebrado  entre  a  Prefeitura  e  o  MEC/FNDE,  com interveniência da Secretaria­Geral da Presidência da República.

Os  educadores  são  contratados  para  uma  jornada  de  trabalho  de  30  horas  semanais, durante 12 meses (1 ano). Excepcionalmente,  poderão  ser  contratados  educadores  de  qualificação  com  jornada  de trabalho de 20 horas semanais, para atuarem, durante os 06 meses finais, no arco ocupacional no curso do ProJovem que correspondem às  unidades formativas III e IV. A contratação desse 2o educador para um mesmo arco faz­se necessária em determinadas situações, conforme exemplo: existem  05  turmas  de  um  mesmo  arco  ocupacional,  com  8  horas  cada  uma;  assim  sendo, considerando que um único educador  de 30 horas não poderá atender as 05 turmas, contrata­se outro  educador  de  20 horas  para que  este  atenda 02 turmas e o  outro  de    30 horas  atenda  03 turmas.

Quanto  à  formação,  todos  os  educadores  contratados  receberão  formação  inicial  e continuada.  Particularmente,  na  qualificação  profissional,  a  FTG  é  destinada  a  todos  os educadores  do  programa,  ao  passo  que,  a  formação  específica  no  AO,  ministrada  pelos autores  do  material  didático  no  respectivo  arco,  é  destinada  aos  educadores  dos  arcos ocupacionais.

4. A Gestão dos Arcos Ocupacionais

Para  viabilizar  a  execução  das  atividades  práticas  previstas    nos  arcos  ocupacionais,  um segundo  convênio  é  celebrado,  neste  caso,  entre  a  Prefeitura  Municipal  e  o  Ministério  do Trabalho e Emprego – MTE, também, com interveniência da Secretaria­Geral da Presidência da República. Os recursos destinam­se:

a)  Material de Consumo (50%): aquisição de insumos para as práticas;

b)  Outros  Serviços  de  Terceiros  –  Pessoa  Jurídica  (30%):  para  a  locação  de  espaços  e          equipamentos;

c)  Outros Serviços de Terceiros – Pessoa Física (20%): para pagamento de monitores que          apoiarão os educadores na condução das atividades práticas.

O  MTE  disponibilizará  a  Lista  de  Equipamentos  e  Material  de  Consumo  por  Arco,  como sugestão, para subsidiar o município, no planejamento e organização das práticas da qualificação profissional.

O município por meio da coordenação municipal (que já possui os professores contratados), deverá analisar as demais condições de infra­estrutura para oferta dos arcos:

a)  verificar  a  existência  e  possibilidade  de  oferta  em  seus  próprios  espaços (inclusive  nos núcleos) ou a necessidade de contratar (alugar) esses espaços;

b)  verificar  a  existência  e  possibilidade  de  disponibilizar  equipamentos  próprios  ou  a necessidade de contratar (alugar) esses materiais.

A  coordenação  municipal  poderá,  inclusive,  concluir  que  muitas  atividades  poderão  ser trabalhadas  no  próprio  núcleo,  bastando  para  isso,  um  bom  planejamento  e  estratégias pedagógicas  que  o  professor  pode  utilizar.  Por  exemplo,  trabalhar  a  teoria  e  buscar um profissional  para falar  sobre  o  tema  (de forma  mais  prática), ou  ainda,  levar  os alunos para assistirem  uma  demonstração  prática    relacionada  ao  arco/ocupação,  em  uma  fábrica, restaurante, construção, empresa, instituições especializadas etc.

5. O Material Didático

O material didático da qualificação profissional é imprescindível para a eficiência e eficácia do planejamento e execução da qualificação profissional, especialmente, no que tange ao arco ocupacional. O  material  didático  de  cada  arco  ocupacional  deve  ser,  cuidadosamente,  analisado  e subsidiar  o  trabalho  pedagógico  do  educador,  pois,  será  a  partir  dessa  análise,  que  os educadores  poderão  refletir,  discutir    e  buscar  providências  e  desenvolver  estratégias  para    a execução, por exemplo:

a)  Qual ou quais arcos/ocupações apresentam maior complexidade?

b)  Como  podemos  trabalhar  cada  arco/ocupação?  Será  necessário  trabalhar  aquele         arco/ocupação todo o tempo dentro de uma oficina ou laboratório?

c)  Quanto tempo será necessário para desenvolver cada ocupação dentro do arco?

d)  Onde podemos trabalhar as atividades propostas em cada arco/ocupação? Que atividades         podem  ser  desenvolvidas  no  próprio  núcleo  e  quais  atividades    precisarão  de  espaço         específico? Quais os espaços, equipamentos, material permanente e insumos (material de         consumo) serão necessários?

e)  Quanto  precisamos  aplicar  (recursos  financeiros)  para  a  execução  de  cada         arco/ocupação?

6. A Avaliação da Aprendizagem e Instrumentos

A avaliação da aprendizagem da qualificação profissional no Projovem, assim como  ocorre nas demais  dimensões,  ocorre  desde    o    início  do  curso  e  está    fundamentada  no  sistema  de pontuação  especialmente  desenvolvido  para  o  programa.  A  avaliação  é,  portanto,  processual, contínua e cumulativa e, para tanto, são utilizados diferentes instrumentos:

6.1 Na formação técnica geral – FTG:

a)  Fichas  específicas  do  caderno  de  registro  de  avaliação  que  devem  ser  utilizadas  pelo educador para avaliar o aluno durante  as unidades  formativas  I e II;

b) Prova, ao final das unidades formativas I e II, em que o aluno é submetido a uma avaliação de desempenho elaborada pelos mesmos autores do material didático.

6.2 No arco ocupacional – AO

a)  Relatório  do  estudante  (descritivo),  com  pontuação  diferenciada,  ao  final  das      unidades formativas  III e IV;

b)  Relatório  do    educador  para  avaliação  do  evento  final,  somente,  ao  final  da  unidade formativa IV.

6.3 Com base na sistemática de pontos especialmente desenvolvida para o ProJovem, as menções  para o sistema de avaliação estão  assim definidas:

a) Muito Bom: compreendendo 81 a 120 pontos;

b) Bom: compreendendo o intervalo de 60 a 80 pontos;

c) Insuficiente: compreendendo o intervalo de 0 a 59 pontos.

7. O Processo de Certificação

A certificação é  o mecanismo pelo  qual se confere  ao aluno,  o certificado de qualificação profissional.Trata­se, pois, do documento da  certificação em nível de formação inicial  e pode ser  expedido  pela  mesma  instituição  certificadora  do  ensino    fundamental  ou    outra indicada pelo  município.

 

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